sábado, 8 de maio de 2010

Programação: JEM // JOCOP'S - FINAL

Programação Oficial JEM – XADREZ
SEGUNDA-FEIRA (17/05 ) GRUPO “V” – mas e fem
TERÇA-FEIRA (18/05 ) GRUPO “IV” – mas e fem
QUARTA-FEIRA (19/05 ) GRUPO “III” – mas e fem
QUINTA-FEIRA (20/05 ) GRUPO “II” – mas
SEXTA-FEIRA (21/05 ) GRUPO “II” – fem
SÁBADO (22/05 ) GRUPO “I” – mas e fem

Horário
1ª rodada às 8:00 h
4ª rodada às 14:00 h
Obs.: 3 rodadas pela parte da manhã e 3 na parte da tarde


RESULTADOS JOCOP'S - MACRO - RESERVA DO IGUAÇU



FATOS: Pouca estrutura para a competição de xadrez.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

2ª Etapa - Circuito de Ponta Grossa



Rendimento Escolar


Os alunos participantes do Programa Viva a Escola – O Esporte Formando Cidadão, do Colégio Estadual Professora Nadir Mendes Montanha, do município de Arapongas, jurisdicionado ao NRE de Apucarana, desenvolvem atividades voltadas para o XADREZ e o tênis de mesa, sob orientação do professor Laudemir de Souza, com apoio da diretora Luciene Ricoldi e do técnico em Informática Carlos Alberto.
Durante as atividades desenvolvidas pelo programa, foram trabalhados os jogos de tabuleiro, especialmente XADREZ e tênis de mesa. Além de aprenderem as regras dos jogos, os alunos obtiveram uma sensível melhora em relação ao rendimento escolar.
O objetivo do programa foi o trabalho da interdisciplinaridade e auxílio aos alunos que apresentavam dificuldades de socialização, obtendo êxito com a melhora da concentração, raciocínio rápido e responsabilidade, observados por meio do acompanhamento de gráficos das notas bimestrais.
Com o encerramento do programa, os alunos confeccionaram um tabuleiro gigante, medindo 10 metros quadrados, onde as peças foram os próprios alunos, os quais perceberam a importância e a responsabilidade de comandar e tomar decisões em grupo, visto que cada decisão tinha uma consequência para o conjunto.

Fonte: Dia a dia da educação

quinta-feira, 15 de abril de 2010

RESULTADOS JOCOP'S - REGIONAL - IVAÍ





Outros Resultados: SITE Paraná ESPORTES

sábado, 10 de abril de 2010

Artigo 03: O valor de Fischer


O valor de Fischer
Ele era um herói nacional cuja popularidade concorria com Mohamed Ali...
Por Garry Kasparov


A atordoante notícia sobre a detenção de Bobby Fischer no Japão veio no momento em que este americano, campeão mundial de xadrez, já estava muito em minha mente. Eu estou, presentemente, terminando o quarto da minha série de
seis volumes sobre as partidas de geniais jogadores e é precisamente neste volume que Robert James Fischer, eternamente conhecido como Bobby, é a estrela.

Este projeto inclui centenas de partidas de Fischer nos mínimos detalhes. Também pretende compreender o homem por atrás dos movimentos e a época em que ele os fez.

Não obstante sua curta permanência no topo, há muito para se discutir sobre o xadrez de Bobby Fischer. Ele mudou o jogo de uma maneira que não se vê desde o passado século dezenove.

A lacuna entre o Fischer e seus contemporâneos sempre foi imensa. Sem ajuda nenhuma, revitalizou um jogo que tinha ficado estagnado sob o controle de comunistas do hierárquico esporte soviético.

Quando Bobby subiu ao topo do xadrez mundial no início dos anos 70, ele era um vinho fino em um vaso defeituoso. Suas contribuições para a modalidade, tanto no tabuleiro quanto em uma perspectiva comercial, não foram menos que
uma revolução no xadrez mundial. Ao mesmo tempo, seu caráter sensível e abusivo mostrava falhas que o afundava a cada passo que dava em direção ao título mais alto.

Hoje é difícil imaginar a sensação de êxito de Fischer quando tirou de Boris Spassky o campeonato mundial em Reykjavik, Islândia, em 1972. Durante a Guerra Fria, o destruidor de ídolos tomou a coroa de uma máquina soviética
que dominou o xadrez mundial por décadas. E isso depois de se apresentar para o match sob qualquer condição, e por isso perder a primeira partida e por negligência perder a segunda!

Em parte, isso foi devido a seu comportamento abusivo antes e durante o "match do século"; a cobertura da imprensa foi incrível. As partidas eram exibidas ao vivo para o mundo. Eu tinha nove anos e já era um forte jogador de clube quando o match Fischer - Spassky aconteceu, e eu acompanhei os jogos avidamente. Fischer, que havia massacrado dois outros grande mestres soviéticos em sua marcha para o título, ainda assim, era admirado na União Soviética. Eles respeitavam seu xadrez, é claro; mas muitos, disfarçadamente, apreciavam sua personalidade e independência.

Depois que o confronto terminou com uma convincente vitória do americano, o mundo ficou a seus pés. Xadrez se tornou a ponta de um comercialmente próspero esporte em um primeiro momento. O jogo de Fischer, sua naturalidade
e seu carisma criaram uma oportunidade ímpar. Ele era um herói nacional cuja popularidade concorria com Mohamed Ali. Vendas de jogos de peças e livros cresceram rapidamente e aumentaram torneios com premiação. Com Fischer na
liderança, a modalidade se popularizou.

Com a glória, entretanto, vieram responsabilidade e enorme pressão. Ele não poderia jogar novamente. Ficou três anos afastado dos tabuleiros, antes do precioso título ele tinha trabalhado sua vida inteira para então se omitir em 1975. Astronômicas somas de dinheiro foram oferecidas para atrai-lo de volta. Poderia ter jogado contra o novo campeão, Anatoly Karpov, por 5 milhões de dólares. Oportunidades existiram, mas Fischer tinha uma força simplesmente destrutiva. Ele arruinou a máquina soviética de xadrez, mas não poderia construir nada em seu lugar. Era um rival ideal, mas um desastroso campeão.

A sabedoria comum diz que Bobby Fischer foi uma honesta e insolente criança que queria as coisas de sua própria maneira. Eu acredito que ele era consciente de suas ações e do efeito psicológico que suas atitudes tinham sobre seus oponentes. O honrado Spassky foi mal-preparado para lidar com o hostil americano em Reykjavik. Em 1975, o desafiador de Bobby foi o jovem Karpov, o qual eu encontraria mais tarde em cinco consecutivos campeonatos
mundiais.

Incapaz de pensar em derrota, Fischer abandonou o xadrez. Privado da única coisa que queria fazer na vida, direcionou sua energia destrutiva para dentro de si mesmo, relacionou-se com uma mortal anti-semitista (apesar de sua própria herança judaica).

O seu drama teve um ato final em 1992, quando, com quase 50 anos de idade, ele foi retirado da reclusão, seduzido por milhões para uma nova disputa contra Spassky na Iugoslávia, violando sanções internacionais. O jogo foi previsivelmente enferrujado, embora existissem faíscas do velho e brilhante Fischer. Seu equilíbrio mental, entretanto, tinha enfraquecido ainda mais durante os vinte anos de solidão. Mais tarde, Bobby profanaria comentários acusadores de conspirações israelenses para uma recepção cordial nos eventos de 11 de setembro.

Apesar da feiúra de sua decadência, é digno de ser lembrado pelas grandes coisas que fez pelo xadrez e por suas imortais partidas. Eu prefiro concentrar-me em não deixar que sua tragédia pessoal se torne a tragédia do xadrez.

Uma geração inteira de grandes jogadores americanos aprendeu o jogo quando crianças graças a Fischer. O próspero movimento escolar de hoje poderia estar prejudicado tanto quanto sua desdita e confiança fizeram manchetes
pelo mundo. As pessoas podem acreditar que isto é o que acontece quando um gênio joga xadrez - em vez do que acontece com uma mente fraca que deixa sua vida oculta.

Fonte: The Wall Street Journal

domingo, 28 de março de 2010

Adeus SMYSLOV!

Morre em Moscou

Campeão Mundial

de XADREZ

Vasily SMYSLOV


O grão-mestre internacional de xadrez e campeão do mundo Vasily Smyslov morreu na noite desta sexta-feira num hospital de Moscou aos 89 anos, informou o canal local NTV.

"A versão preliminar aponta que a causa da morte foi uma insuficiência cardiovascular", disse uma fonte do hospital em declarações à agência de notícias RIA Novosti.

No grupo dos grandes enxadristas do mundo desde 1948, Smyslov foi campeão do mundo na temporada 1957-1958 e, como membro da equipe nacional da União Soviética, conquistou dez Olimpíadas de xadrez e cinco Europeus.

FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes

domingo, 21 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Curiosidade sobre o Xadrez

O xadrez é um dos jogos mais populares do mundo. De acordo com a estimativa da FIDE (Federação Internacional de Xadrez) ele é praticado por cerca de 605 milhões de pessoas em todo o mundo. Destas, 7,5 milhões são filiadas a uma das federações nacionais que existem em 160 países.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Artigo 02 - Os segredos de Magnus Carlsen


Conheça os segredos do mais jovem campeão mundial de xadrez
Saiba como o mais jovem nº 1 da história do esporte aprendeu a jogar num computador
por Tiago Cordeiro (Revista Galileu)


O PUPILO DE KASPAROV: é patrocinado por um banco e um escritório de advocacia que investiram 4 milhões de coroas (R$ 1,3 milhão) na carreira do prodígio

O primeiro dia de 2010 entrou para a história do xadrez. Aos 19 anos e 32 dias de idade, o norueguês Magnus Carlsen tornou-se o mais jovem ser humano a assumir o topo do ranking mundial. Antes dele, os recordistas eram o americano Bobby Fischer, com 21 anos, e o russo Garry Kasparov, aos 22. A impressionante história de Magnus aponta para um novo futuro do esporte.

Um mestre em 5 lances
1. O COMEÇO É comum que grandes jogadores de xadrez participem de seus primeiros torneios aos seis anos e se tornem jogadores em tempo integral aos 12. Nascido em Tonsberg em 1990, o primeiro torneio de Magnus Carlsen foi o campeonato nacional de 1999, quando tinha nove anos. Mas deu continuidade aos estudos e adaptou a agenda de competições de acordo com a escola. Com 13 anos tornou-se o terceiro jogador mais jovem do mundo a conquistar o título de mestre (adquirido com as pontuações das disputas).


2. A SUBIDA Com 15, já vencia alguns dos grandes mestres. Em um ano, entre janeiro de 2006 e janeiro de 2007, saltou no ranking mundial, do 89º para o 24º lugar. Em abril passado, era o 3º. Com as vitórias conquistadas em novembro, assumiu, informalmente, a posição oficializada na divulgação do ranking em janeiro.


3. O TALENTO O mundo do xadrez é cheio de pessoas de QI alto. O jovem é capaz de calcular 20 jogadas com antecedência. Muitas delas são tão ousadas que os especialistas não entendem aonde ele quer chegar — até que o lance se completa e todos o consideram genial. Essa habilidade intuitiva lhe rendeu o apelido de “Mozart do xadrez”. Considerado o maior jogador de todos os tempos, o russo Garry Kasparov, líder do ranking entre 1985 e 2005, disse que o garoto tem “um talento natural para saber onde colocar as peças do tabuleiro”. Em entrevista à revista Time, Magnus tentou explicar o inexplicável. “Muitas vezes um movimento simplesmente parece o melhor.”


4. OS TORNEIOS O ranking mundial é definido pela pontuação em dezenas de competições. Algumas, como os de Londres, Linares (na Espanha), Montecarlo e Dortmund, formam uma espécie de Grand Slam. Pouquíssimas pessoas passam os 2.800 pontos — Magnus alcançou o feito em outubro, na China. Tinha 18 anos, muito menos que o recorde anterior, de Vladimir Kramnik (25 anos).


5. O TREINADOR Magnus nem mesmo sabe se tem em casa um tabuleiro. Ele cresceu praticando no computador, com os programas Internet Chess Club e Playchess. Essa característica o tornou um novo tipo de jogador, capaz de lidar com uma grande gama de jogadas. Seu talento fez com que Kasparov o tomasse como pupilo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Paranaense de Xadrez - Classificatória Piraí do Sul - Resultados



Nos dias 20 e 21 de fevereiro Piraí do Sul foi sede de uma das etapas do Campeonato Paranaense de Xadrez (Sub 08 a 18).
Para os atletas SEPAM, a competição serviu para eles ganharem ritmo de jogo e experiência para as demais competições escolares. Obtivemos resultados positivos:

Sub 12 - Masculino
2º Lugar - Guilherme Macedo **

Sub 14 - Masculino
2º Lugar - André Pedroso **
6º Lugar - Cauê Ogatta Maia **

Sub 16 - Feminino
1º Lugar - Amanda Gubert **

Sub 16 - Masculino
2º Lugar - Willian O. King **
5º Lugar - Gilmar J. Ceregato Filho

** Vaga conquistada para a FASE FINAL do PARANAENSE de XADREZ que acontecerá de 19 a 21 de março.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Partida 01

Kortchnoi,Victor - Karpov,Anatoly [D53] Match pelo Campeonato Mundial (9) Merano, 1981

A Luta contra o Peão Dama Isolado
1.c4 e6 2.Cc3 d5 3.d4 Ae7 4.Cf3 Cf6 5.Ag5 h6 6.Ah4 0-0 7.Tc1 dxc4 8.e3 [Parecia mais ativo 8.e4 ,entretanto após : 8...Cc6 9.e5 (se 9.Axc4 Cxe4! 10.Axe7 Cxc3 11.Axd8 Cxd1 12.Axc7 Cxb2 13.Ab5 a6 14.Ae2 (14.Axc6 Cd3+ 15.Rd2 Cxc1 16.Ae4 Cxa2 17.Ad6 Td8 18.Ac5 e5 19.Cxe5 (19.Ta1 Ae6) 19...Cb4) 14...Cb4 15.0-0 Cd5 e não se vê uma compensação muito clara pelo peão) 9...Cd5 10.Axe7 Ccxe7 11.Axc4 Cxc3 12.bxc3 b6 13.De2 Ab7 14.Aa6 Ad5 15.0-0 c5 16.dxc5 bxc5 17.Ac4 (V. Tukmakov - A. Belyavsky ,Tilburg 1984) ,nenhum dos bandos poderia reclamar qualquer vantagem.] 8...c5 9.Axc4 cxd4 10.exd4 [As brancas poderiam ter optado por 10.Cxd4 ,porém a pequena vantagem no desenvolvimento seria insuficiente para alterar o equilíbrio estabelecido pela simetria da estrutura de peões.]







Chegamos a uma posição típica do Peão da Dama Isolado. Em essência representa uma debilidade ,mas na situação em que se encontra concede as brancas uma considerável vantagem de espaço ,além de assegurar ao cavalo branco de "f3" um importante ponto de apoio em "e5".Se estas conseguirem se apoderar da iniciativa então tudo estará compensado , mas se limitarem apenas a defesa de sua fraqueza ,então as pretas poderão contar com um futuro mais promissor. 10...Cc6 11.0-0 Ch5! [As pretas aproveitam-se da posição do bispo branco em "h4" para realizar uma útil simplificação ,pois com a troca das peças menores diminui o vigor da iniciativa branca. 11...Cb4 com a ideia de bloquear o peão "d4" era uma outra alternativa; enquanto que 11...Cd5 12.Ag3 as brancas poderiam evitar a troca dos bispos (se 12...Cxc3 13.bxc3 e o peão "d4" deixaria de ser débil).] 12.Axe7 Cxe7 13.Ab3 [As brancas poderiam ter se desfeito de sua debilidade mediante : 13.d5 exd5 14.Cxd5 Cxd5 15.Axd5 Cf4 16.Ae4 Dxd1 17.Tcxd1 Ae6 ,contudo a posição resultante levaria apenas a um precoce empate. Teria sido algo frustrante para um lutador da estirpe de Kortchnoi ,principalmente levando-se em conta o placar adverso àquela altura do match.] 13...Cf6 14.Ce5 Ad7 15.De2 Tc8 16.Ce4? [Esta simplificação não faz mais do reduzir as possibilidades ofensivas e muito em breve restará apenas o lado negativo do peão isolado. Melhor teria sido 16.Tfe1 ao que as negras poderiam responder com 16...Tc7 a) ou 16...Ae8 e o jogo prosseguiria indefinido.; b) Ao passo que se : 16...Ac6? seguiria um típico sacrifício : 17.Cxf7 Txf7 (17...Rxf7 18.Axe6+ Re8 19.Axc8) 18.Dxe6; ] 16...Cxe4 17.Dxe4 Ac6 18.Cxc6 Provavelmente teria sido mais razoável evitar esta nova troca ,embora o bispo negroficasse forte na grande diagonal. 18...Txc6 19.Tc3 [Nos resta crer que Kortchnoi pretendia jogar 19.Txc6 e apenas agora se apercebeu que após 19...bxc6! sua posição seria difícil ,pois o cavalo provar-se-ia muito mais eficaz do que o bispo, já que ele tanto poderia defender o peão de "c6" quanto atacar o peão "d4" , enquanto que o bispo poderia somente realizar uma das funções. (Claro que se : 19...Cxc6 20.d5 exd5 21.Axd5 o bispo tornar-se-ia superior ao cavalo.) ] 19...Dd6 20.g3 [Este movimento impede a passagem da torre ao flanco do rei e consequentemente as brancas abandonam qualquer esperança de ataque neste setor. Embora depois de : 20.Ac2 g6 21.Th3 Cf5 não se veria como aproveitar as debilidades negras próximas ao rei.] 20...Td8 21.Td1 Tb6 Agora ,sem a necessidade de se preocupar com a defesa ,Karpov inicia uma série de manobras que visam atar as peças de seu oponente à defesa do ponto vulnerável "d4". 22.De1 Dd7 23.Tcd3 Td6 24.De4 Dc6 25.Df4 [Não era de se recomendar : 25.Dxc6 Cxc6 26.d5 Cb4 e o peão cairia.] 25...Cd5 26.Dd2 Db6 27.Axd5?! [As brancas deveriam ter se defendido da ameaça Cb4 com 27.a3 . Talvez o cavalo seja incômodo ,mas o desenrolar dos acontecimentos vai mostrar que com apenas peças pesadas na partida o cerco ao peão isolado fica facilitado.] 27...Txd5

Todas as peças menores desapareceram de cena. Como incrementar o ataque a "d4" ? Para essa função o peão "e6" pode servir de aríete. Já existe a possibilidade de e5. 28.Tb3 Dc6 29.Dc3 Dd7 30.f4 Essa era a única maneira de evitar a ameaça citada anteriormente. No entanto , há uma grave contra-indicação para esta solução : se algum dia as peças pesadas negras penetrarem na sétima fila o rei branco pode correr um grave risco. Como muitas vezes acontece para se livrar de um problema cria-se outro às vezes maior. 30...b6 31.Tb4 b5 32.a4 Forçado em vista da possibilidade de a5 seguido de b4. 32...bxa4 33.Da3 a5 34.Txa4 Agora a torre e a dama brancos encontram-se presos à ala da dama. As pretas repentinamente mudam o seu foco : desistem do sítio à debilidade "d4" e partem para a caça ao rei branco. 34...Db5 35.Td2 e5! 36.fxe5 Txe5 37.Da1 As brancas momentâneamente impedem a invasão das duas primeiras filas. 37...De8! 38.dxe5 [Já não era possível evitar a entrada da torre : 38.Rf2 Tf5+ 39.Rg2 De4+] 38...Txd2 Agora torna-se muito visível a ausência do peão "f2". Resta apenas à dama negra coordenar suas ações com a torre para decidir o resultado da contenda. 39.Txa5 Dc6 40.Ta8+ Rh7 41.Db1+ g6 42.Df1 Dc5+ 43.Rh1 Dd5+ seguido de Td1. 0-1

Ref.: http://evematsuura.blogspot.com/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Artigo 01 - O jogo da Vida

O jogo da Vida

A vida.
Comparo-a com uma partida de xadrez.
É preciso ser estrategicamente perfeito para vencer. Todo lance deve ser analisado com cautela. Um descuido, levamos xeque-mate, perdemos todo um trabalho começado, voltamos à estaca zero.
Muitas vezes deparamo-nos com uma encruzilhada. E agora? Que caminho seguir? Que decisão tomar? Qual o melhor lance a ser feito? Diante do tabuleiro a posição das peças pode nos oferecer várias opções de jogadas. Muitas podem parecer boas. Geralmente, apenas uma conduz à vitória. Da nossa escolha depende o sucesso ou o fracasso. E após constatar que fizemos a escolha errada, segue um amargo arrependimento. Assim na vida!
No xadrez inexiste o fator “sorte”. Tudo depende da precisão com que jogamos. Pensando bem, no jogo da vida, o que chamamos “sorte” também é conseqüência daquilo que somos, daquilo que fazemos, da habilidade com que guiamos nossos passos.
Jogando xadrez, em certas ocasiões, é necessário ter coragem. Mover as peças de maneira ousada. Fazer um sacrifício. Não perder a iniciativa. Ou seja, não temer desistir do bom para buscar o melhor. Arriscar. E principalmente quando se está em desvantagem. Afinal, não é melhor perder arriscando, do que perder sem ao menos ter feito algo para buscar a vitória?
O destino nos prega peças. Quantas vezes você considerou uma “partida” ganha, mas uma reviravolta mudou a sorte do jogo? Estamos submissos a imprevistos. Muitas coisas podem acontecer de uma maneira contrária a que estamos calculando. Quantas vezes já fomos traídos pelo excesso de confiança? Quantas vezes tudo parecia ir pelo caminho certo, mas o oponente ainda conseguiu nos superar? Quantas vezes a vitória estava em nossas mãos e escorreu pelos nossos dedos? Falta de sorte? Certamente não. Então, que peça foi movida erradamente, ou, que falha cometi? Arrogância demais? Prepotência demais? Ou foi o contrário: timidez demais, falta de iniciativa, falta de coragem...
Assim, é necessário jogarmos para ganhar, mas também devemos estar psicologicamente preparados para uma eventual derrota.
Porém, da mesma forma de que vez em quando perdemos, o futuro pode nos trazer a agradável surpresa de uma vitória, ainda que a batalha pareça perdida. A perseverança, o sacrifício, a dedicação e o bom senso sempre são recompensados por Deus. É aí que podemos estabelecer a analogia mais importante entre o xadrez e a vida: nunca devemos desistir sem lutar.

Paulo Antonio dos Santos

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010